Deslumbramento e preservação ante a sacralidade da vida: despertar para a religiosidade holística

Mauro Luiz Ferreira Silva

Resumo


O artigo aborda a relevância do deslumbramento ante o mistério da vida, e da atitude preservacionista da natureza, enquanto meio e evidência, respectivamente, de experienciação do sagrado. À luz de antigos relatos diluvianos globais, como a epopeia mesopotâmica de Gilgamesh, o mito grego de Posseidon e Deucalião, e o relato bíblico de Noé, descritores de alguma vasta inundação na qual pequeno grupo de humanos e numerosas espécies animais são mantidos vivos, veem-se como elementos comuns a iniciativa divina da preservação e certa espécie de pacto sagrado com a natureza. Em ambas as eras, a pré-histórica, quando humanos até mesmo teriam acolhido animais numa grande barca, e a contemporânea, quando diversas ações individuais e políticas organizacionais “verdes” se desdobram em nível mundial, as atitudes de preservação parecem revelar a vivacidade de mentes capazes de deslumbramento ante o mistério e sacralidade da vida, e uma consequente autorresponsabilização pela continuidade desta. Sob tal viés, o da vida como sacramento, desponta a religiosidade plena. Com base em pesquisa bibliográfica, esta comunicação pretende, portanto, contribuir para o debate sobre a espiritualidade holística, essa que, ante a criação, deslumbra-se e responsabiliza-se.

Palavras-chave


Natureza; Dilúvio; Preservação; Sacramento; Religiosidade Holística

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v32i0.1051

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