A relação entre a praxis religiosa e a cultura “secularizada” em uma denominação cristã estadunidense

Fábio Augusto Darius

Resumo


Os primeiros membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, fundada no início da segunda metade do século XIX, não almejavam viver muito tempo neste mundo: criam que logo Cristo voltaria literalmente e as profecias bíblicas tão demoradamente por eles estudadas se cumpririam ainda naquela geração. Assim sendo, não havia, por parte daqueles homens e mulheres pioneiros, intenção de se "misturar ao mundo", exceto sob a égide da pregação do Evangelho e divulgação das profecias. Contudo, paradoxalmente, aqueles estadunidenses viviam como filhos de sua própria época, utilizando a tecnologia nascente para seus propósitos, mas resistindo à cultura que não se encaixasse em seus paradigmas relativamente restritos. No entanto, com o passar dos anos e a não vinda de Cristo, a difundida fuga do mundo aliada ao crescente desencantamento com seu modus operandi - cada vez mais distante do estilo de vida dos adeptos da denominação - obrigou aqueles cristãos a revisitarem suas premissas iniciais. As linhas do presente artigo têm como objetivo principal analisar sucintamente como a citada denominação, ao longo de sua história, vivenciou essa dialética e quais são as perspectivas para evitar a pulverização de seus primeiros ideais, ainda anelados.

Palavras-chave


Cultura; Escatologia; Teologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v27i0.216

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