Graça comum: diálogo e cooperação

Rodomar Ricardo Ramlow

Resumo


Diante de uma realidade religiosa que, por um lado expressa grande pluralidade e, por outro, forte tendência sectária, o Brasil evidencia um cristianismo também dividido e incapaz, muitas vezes, de dialogar com o espectro cultural mais amplo e, assim, deixa de oferecer a sua contribuição à sociedade. Com isso coloca-se o desafio para que os cristãos aprendam a dialogar e respeitar diferentes posições, embora possam conservar suas convicções. Uma vez que a igreja está no mundo ela deveria buscar na pluralidade cultural bases comuns que favoreçam o diálogo e a colaboração em causas afins, especialmente quanto às definições de políticas públicas. Neste sentido, apresentamos a doutrina conhecida como graça comum, sistematizada especialmente pela tradição reformada holandesa, como subsídio para ampliar a visão cristã no que diz respeito às possibilidades de uma relação mais pacífica e, até mesmo, propositiva com a realidade sociocultural à sua volta.

Palavras-chave


Graça Comum; Teologia Pública; Diálogo; Herman Bavinck

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v41i0.2555

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