Textos e contextos: diretrizes básicas para a interpretação das parábolas

Tiago Samuel Lopes de Carvalho

Resumo


Desde o início da história da igreja existiram vários métodos ou tendências de interpretação das parábolas. A primeira tendência foi a alegórica, no período dos pais da igreja, seguida pelo método de extração do sentido quádruplo dos textos, no período medieval e pela proposta literalista com a reforma protestante. Na modernidade surgiram propostas contrárias à alegorização e tendências mais historicistas, além das tentativas de mesclar ideias antigas com métodos novos. Atualmente, o estudo dos gêneros textuais tem alterado consideravelmente a interpretação bíblica propondo que, na perspectiva dos gêneros, devem-se estudar as características de cada texto, a situação de enunciação, a função, a classificação, o estilo e o conteúdo de cada texto para que ao final haja uma interpretação adequada. Mas o termo parábola - do grego parabolē - pode, em sentido geral, se referir a metáforas, símiles, histórias parabólicas, histórias ilustrativas e alegorias. Os ditos parabólicos de Jesus nos evangelhos são de estrutura e classificação diferenciadas. Ele usou símiles, metáforas, alegorias e parábolas narrativas. Entender qual tipo de texto se tem a mão ajuda o leitor a fazer a interpretação correta da parábola. Além disso, é necessário identificar o aspecto popular da parábola, visto que ela era contextual e sua força estava relacionada também com a sua simplicidade e capacidade de alcançar a todos. Jesus podia utilizá-las com diferentes finalidades: com a finalidade de explicar, ensinar, convencer ou até, de certa forma, confrontar (e fazê-lo cair em si) e desafiar para suscitar uma resposta/ação do ouvinte. Por fim, depois de conceituar, classificar, estudar as caraterísticas e finalidade da parábola, são apresentadas diretrizes de interpretação para o texto a partir dos diversos contextos. Essas diretrizes não pretendem ser um passo-a-passo exaustivo, mas são orientações gerais e indispensáveis que facilitam a leitura e a intepretação do gênero parábolas.

Palavras-chave


Interpretação; Parábolas; Gênero textual; Metáfora; Símile; Alegoria; Contextos

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v37i0.2639

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