Divinização: é possível ser Deus sem tomar o lugar de Deus?

Ângela Zitzke

Resumo


Sidérese, a centelha divina ou consciência humana, é entendida como uma capacidade moral de discernimento que permaneceu com o ser humano após sua queda. Incentiva a prática humana em fazer o que é bom, digno, elevado e condena o mal, como um hábito natural do ser humano, vivendo princípios concedidos por Deus, de forma justa e correta. Já o ato do ser humano consiste na prática constante do reconhecimento de que ele não é nada diante de Deus. Portanto, opta-se pela prática do que é bom, mas reconhece-se humildemente como pecador. Mediante graça divina, o ser humano é capacitado para despertar a sua centelha ou semente original e então ser um com Deus. Fica o questionamento se este impulso pode levá-lo de volta a Deus, enquanto conexão com algo mais elevado que si mesmo. Segundo a compreensão luterana de salvação por graça e fé, pretende-se entrar em diálogo com Duns Scotus e Tomás de Aquino e assim diferenciar iniciativa humana de atividade graciosa e divina.

Palavras-chave


divinização; sidérese; Lutero; Agostinho; Tomás de Aquino

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/nepp.v30i0.404


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